quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Aimar: «Fiquei inchado quando Ferguson me destacou»


Os anos que já leva de futebol não retiram a paixão de jogar a Pablo Aimar, nem fazem com que ouça um elogio sem sentir emoção. Especialmente se vier de um dos melhores treinadores do Mundo ou do melhor jogador do Mundo.
"Fiquei inchado quando Alex Ferguson me destacou antes do encontro [com o Manchester United]. Um treinador com a sua experiência, há anos a trabalhar com os melhores… É um dos momentos mais orgulhosos como futebolista", confessou o médio argentino do Benfica em entrevista à revista "Champions", uma publicação da UEFA.
Sobre os elogios do compatriota Lionel Messi que revelou que "quando tinha 13 ou 14 anos, adorava ver o Aimar jogar, ele é brilhante, desfruto ao vê-lo jogar", acrescentou:
"É o melhor jogador mundial e, provavelmente, da história e ouvi-lo elogiar o meu futebol é maravilhoso. Não se trata de nada a que aspirasse ou esperasse, mas é muito gratificante."
Por tudo isto, mas sobretudo pela paixão que tem pelo futebol, Aimar, 32 anos, adiantou que ainda não pensou em colocar um ponto final na carreira:
"Não, não quero parar. Nunca disse que iria parar. Adoro isto. Adoro treinar, adoro o balneário, onde pode haver tipos que são super-estrelas, mas que não passam de pessoas normais. No relvado, fazemos parte de uma equipa. E adoro isso. Um grupo de tipos porreiros numa equipa é fantástico."
"No entanto, trata-se de um desporto de contacto e isso causa desgaste fisicamente. É duro estar sempre em grande forma e já passei por tempos difíceis. Contudo, nunca senti que havia chegado a minha hora. Sempre terei sonhos, alguns que nunca cumprirei. Podemos sempre dar conta daquilo que não resultou. Mas é muito melhor concentrarmo-nos naquilo que saiu bem", lembrou, deixando depois um aviso, reflexo da experiência que viveu em momentos menos bons na carreira:
"Há momentos bons e outros não tão bons. Os jogadores que atuam sempre muito bem são escassos e surgem muito espaçadamente. Tive momentos baixos e, da mesma forma que me elevaram aos patamares de algumas estrelas, também disseram coisas más a meu respeito. Mas o importante é ser o melhor que podermos em qualquer momento. Não se deve dar muita importância aos elogios e às críticas."
Quanto ao que mais o apaixona no desporto-rei, Aimar confessou: "O que há de melhor no futebol é o golo. E aquilo de que menos gosto é de perder. Os golos são aquilo por que um futebolista anseia. Marcar cedo é ainda melhor… Melhor do que marcar o quarto ou quinto numa goleada, apesar de se marcares assim tanto isso quer dizer provavelmente que estarás a vencer, pelo que também é bom."
Adaptação difícil à Europa
Na entrevista, Aimar recorda os primeiros tempo no futebol europeu, onde chegou para representar o Valencia de Rafael Benítez, reconhecendo que não foi fácil adaptar-se:
"Pode parecer ridículo, mas a relva aparada, ligeiramente húmida, torna o jogo bem mais rápido. Por isso, há mais precisão na velocidade, mais tabelinhas. Ao início, foi difícil."
Convidado a estabelecer uma comparação entre o futebol europeu e o argentino, o médio encerrou:
"Há muitas 'gambetas' [dribles] aqui, talvez não tantos 'sombreros' [fazer a bola passar sobre um adversário e recolhê-la do outro lado], mas a finta é mais rápida na Europa. Há bastante técnica, talvez um pouco menos sobre o relvado, mas é muito atrativo de jogar e de se ver."

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